Transtorno do Espectro Autista em adultos e adolescentes

Tenho recebido cada vez mais pacientes cujos filhos receberam recentemente o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Muitos acabam, ao ler e pesquisar a respeito do assunto, se identificando com inúmeros sintomas apresentados pelos filhos.

O TEA abrange desde casos graves, que cursam com incapacidade e dependência de um cuidador, a casos mais leves, e não está necessariamente acompanhado de deficiência intelectual e prejuízo da linguagem.

Por isso, muitas vezes, quando a criança tira boas notas e tem rendimento escolar satisfatório na escola, o TEA acaba só sendo diagnosticado na vida adulta.

Comumente os indivíduos com TEA são rotulados como pessoas “estranhas” ou antisociais e dificilmente têm amigos. Costumam ter dificuldade em iniciar diálogos, manter conversas que não tenham um objetivo claro e demonstrar interesse por outras pessoas.

Evitam eventos sociais à qualquer custo e quando não conseguem evitar se sentem extremamente desconfortáveis.

Normalmente ocorre dificuldade na leitura do ambiente no qual estão inseridos, e em interpretar as emoções ou reações das outras pessoas. Podem fazer comentários inadequados e excessivamente sinceros, que costumam ser interpretados como fora do contexto ou como “grosserias”.

Demonstram padrões de inflexibilidade, resistência a alterações na rotina e se mostram angustiados frente à mudanças, mesmo que pequenas.

Frequentemente os indivíduos com TEA têm interesse ou fascínio por objetos ou atividades fora do comum e apresentam hipersensibilidade sensorial, que pode varias desde intolerância a som alto, “nervoso” de certas texturas ou seletividade alimentar.

A presença de alguns desses critérios não significa necessariamente que o indivíduo tenha diagnóstico de TEA. Para tal, é necessário que ocorra prejuízo no funcionamento do indivíduo na vida profissional/acadêmica, pessoal ou familiar.

O diagnóstico feito por um médico especialista, manejo e acompanhamento adequados podem facilitar a convivência com o Transtorno e melhorar a qualidade de vida.

Categoria: ,
Rolar para cima
×