Será que meu filho tem TDAH?

Tem sido cada vez mais comum que as crianças mais ativas, que apresentam alguma dificuldade na escola ou alterações de comportamento sejam prontamente rotuladas como “hiperativas” ou “diagnosticadas” com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Todavia, o diagnóstico não é tão simples e só deve ser realizado por um médico especialista, preferencialmente acompanhado de uma avaliação neuropsicológica. É importante que o profissional leve em conta as observações realizadas por professores, pedagogos, profissionais da escola, pais, familiares e outras pessoas que convivam com a criança ou adolescente.

A criança ou adolescente pode apresentar inúmeros sintomas de desatenção, porém, se os sintomas ocorrem exclusivamente em um determinado ambiente (ex: os prejuízos ocorrem apenas na escola) devem ser consideradas outras causas, como:

  • Dificuldades específicas, que podem estar causando frustrações e consequente desmotivação em relação ao aprendizado.
    ex: Dislexia, Acalculia, Transtorno do Espectro autista, deficiências visuais ou auditivas e outros transtornos do neurodesenvolvimento.
  • Problemas de adaptação ao ambiente escolar, que podem ser decorrentes de dificuldades na interação social com os colegas, Bullying ou por assédio moral realizado por figuras de autoridade na escola.
  • Transtornos psiquiátricos. Podem estar presentes Transtornos de Ansiedade como fobia social, problemas relacionados ao sono, Depressão ou outros transtornos Psiquiátricos. Esses podem diminuir o rendimento escolar e gerar alterações de comportamento.
  • Doenças clínicas: Deficiências nutricionais, hipotireoidismo, outras alterações hormonais, enxaquecas e quadros de dor podem influenciar negativamente no desempenho da criança na escola.
  • Problemas familiares: Ambientes conturbados e violentos, abuso sexual e psicológico, conflitos conjugais, divórcio e perda de familiares podem interferir no comportamento e diminuir a capacidade da criança de se concentrar.

A avaliação deve levar em consideração a criança como um todo, considerando a parte clínica, psicológica e emocional, sócio-familiar e também o ambiente escolar.

É importante que o profissional leve em conta as observações realizadas por professores, pedagogos, profissionais da escola, pais, familiares e outras pessoas que convivam com a criança ou adolescente, porém é crucial que a criança seja ouvida de forma aberta, acolhedora.

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