Amamentação, até que ponto insistir?

O puerpério é um período difícil, onde muitas emoções se misturam, onde muitas vezes nasce uma criança, mas também nasce uma mãe.

As demandas reais, as mudanças, as cobranças, as comparações e as alterações hormonais por si só já são suficientes para muitas mães no limite.

Grande parte das mulheres relatam terem tido algum tipo de dificuldade no início da amamentação, e isso não é necessariamente motivo para interrompê-la. Existem informações e opções para aquelas que querem buscar ajuda, como consultorias especializadas.

Porém, se o processo de amamentação estiver causando muito sofrimento, estresse e ansiedade, gerando sentimentos de culpa e de raiva, vale a pena reconsiderar.

Até que ponto vale a pena forçar um processo que esteja sendo doloroso e extenuante, e que esteja colocando a saúde mental da mãe e do bebê em risco?

Manter a amamentação a qualquer custo é um desejo real da mãe ou apenas o desejo de cumprir com as expectativas de outras pessoas?

Até que ponto estamos criando em nossa sociedade um modelo inatingível que faz com que as mães que não cumprem determinadas metas se sintam culpadas, incapazes e infelizes?

Há muitos complementos bons, que conseguem suprir as necessidades do bebê. Alimentar um filho, seja no peito ou na mamadeira é um ato de amor, e esse é o maior vínculo que pode haver entre uma mãe e o seu bebê.

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